quinta-feira, 10 de novembro de 2016

Associação quer facilitar exame para formação de eletricistas brasileiros no Japão

Em alta por causa dos Jogos de 2020, a área de eletricidade sofre com a escassez de mão de obra 

O Consulado-Geral do Brasil em Tóquio entregou à recém-criada Associação dos Eletricistas Latinos no Japão uma carta de apoio pedindo a inclusão do furigana – leitura em hiragana dos kanji – no exame nacional de eletricistas, durante encontro realizado na última sexta-feira (4) no distrito de Tsurumi, em Yokohama (Kanagawa).

A carta, que será entregue ao órgão que realiza os testes no país, foi um pedido da associação ao cônsul-geral do Brasil em Tóquio, Marco Farani, num encontro realizado no final de setembro em Tóquio.

“A prova com furigana será muito importante para nós, pois assim teremos mais brasileiros como profissionais no Japão. Será bom tanto para o Brasil como para o Japão”, reforçou o secretário-geral da Associação dos Eletricistas Latinos no Japão, Toshihiro Kawasaki.

“Quero valorizar essas pessoas anônimas que fazem o trabalho com dignidade e seriedade e que são exemplo para a comunidade”, acrescentou o cônsul-geral.

Em alta por causa dos Jogos Olímpicos de Tóquio, em 2020, a área de eletricidade sofre com a escassez de mão de obra.

Além de dar oportunidade aos trabalhadores com um pouco mais de idade, diferente do que acontece nas fábricas, o trabalho de eletricista não exige nenhum tipo de conhecimento técnico específico. É preciso ter noções de língua japonesa e, em certos tipos de trabalho e obra, é exigido o certificado nacional de eletricista.

No entanto, obter esse certificado não é uma tarefa muito simples. Além dos conhecimentos técnicos específicos da área, é preciso que o candidato também saiba ler e escrever o japonês. As provas são realizadas sempre em junho e outubro, mas os candidatos só podem prestar o teste somente uma vez ao ano.

Para ajudar os brasileiros a ingressarem na área, a NPO ABC Japan realizou entre julho e setembro, um curso preparatório para o exame nacional, com o apoio da prefeitura do distrito de Tsurumi.

Dos 20 alunos que participaram do projeto piloto, seis foram aprovados no teste realizado no início de outubro. Agora eles se preparam para a próxima etapa do teste, a prova prática. “É um teste muito difícil, até mesmo para os japoneses. Ficamos contentes com as aprovações, precisamos de mais trabalhadores com o certificado”, explicou Michie Afuso.

A entidade, junto com a prefeitura, tem planos de realizar o curso novamente no próximo ano.

Por enquanto, a Associação dos Eletricistas Latinos no Japão está atendendo no endereço da NPO ABC Japan: Kanagawa-ken Yokohama-shi Tsurumi-ku Tsurumi Chuo 1-4-3 Kyodo Bldg 5F. Telefone: 045-550-3455.
Fonte: Alternativa

quarta-feira, 26 de outubro de 2016

Japão melhora visão sobre produção industrial em recuperação econômica gradual

Governo manteve avaliação geral no relatório econômico mensal para outubro
O governo do Japão melhorou sua avaliação sobre a produção industrial

O governo do Japão melhorou sua avaliação sobre a produção industrial pela primeira vez em nove meses, dando uma visão menos cautelosa sobre a confiança empresarial, embora Tóquio destaque uma recuperação econômica ainda frágil.

O governo manteve sua avaliação geral no relatório econômico mensal para outubro, divulgado na terça-feira, que descreveu a economia como estando em recuperação moderada embora ainda mostre fraqueza.

"A economia está em uma recuperação moderada, embora uma fraqueza seja vista recentemente", disse o Escritório do Gabinete no relatório, usando a mesma descrição que mantém desde março.

O relatório mensal foi divulgado uma semana antes da reunião de política monetária em 31 de outubro e 1° de novembro do banco central do Japão, que também vê a economia em recuperação moderada. O banco central deve evitar a expansão do estímulo, mesmo que deva cortar a previsão de inflação para o próximo ano fiscal em revisão trimestral.

"A produção industrial mostra sinais de aceleração", disse o relatório mensal. "No futuro, a produção deve acelerar na sequência de uma recuperação gradual da economia global."

A avaliação sobre a produção industrial marcou uma melhora ante o mês passado, quando foi dito que ela estava estável.

O governo também melhorou sua visão sobre a confiança empresarial pelo segundo mês consecutivo, dizendo que ela está quase estável embora haja cautela em algumas áreas.
Fonte: Alternativa

segunda-feira, 19 de setembro de 2016

Aichi-ken, Nagoya-shi: Hello Work promoverá curso de formação em estética

O Sistema de Apoio aos Candidatos ao Empregos, promoverá mais um curso de treinamento profissional em Nagoya.

Consultas e cadastros devem ser feitos na agência da Hello Work de sua cidade.

O curso será de formação em estética, com treinamentos em Nagoya, e será ministrado no período de 16/11/2016 a 14/4/2017.

Neste período de cinco meses,  os alunos terão aulas teóricas e práticas, que abrangerão temas importantes para a formação do profissional na área de estética e atendimento ao cliente.

As inscrições deverão ser feitas de 29 de setembro a 19 de outubro de 2016.

Veja mais informações neste panfleto:


Fonte: IPC Digital

terça-feira, 30 de agosto de 2016

Desemprego no Japão cai para 3% em julho, melhor resultado em 20 anos

O número de pessoas sem emprego em julho foi de 2 milhões.
Mas o nº de pessoas empregadas aumentou em 980 mil, para 64,7 milhões.
Desemprego no Japão cai para 3% em julho

A taxa de desemprego no Japão caiu em julho um décimo de ponto percentual, para 3%, o que representa o melhor resultado do país nas duas últimas décadas, segundo o governo.

Esta é a taxa de desemprego mais baixa no Japão desde maio de 1995, afirmou um porta-voz do Ministério do Interior e Comunicações.

O dado correspondente ao sétimo mês do ano está um décimo acima da maioria das previsões feitas pelos economistas.

O número de pessoas sem emprego em julho foi de 2,03 milhões, o que representa 190 mil pessoas ou 8,6% a menos que no mesmo mês de 2015.

O número de pessoas empregadas aumentou em 980 mil (ou 0,3%) em relação a julho do ano passado, para 64,79 milhões.

Para cada 100 solicitantes de emprego, foram oferecidos no Japão em julho 137 postos de trabalho, mesmo número que em junho.

O dado volta a ressaltar a extrema rigidez vivida pelo mercado de trabalho japonês.

No entanto, o dado recorde foi afetado pela divulgação simultânea da despesa das famílias japonesas também em julho, mês no qual caiu, em termos reais, 0,5% em taxa anualizada.

Embora este retrocesso do indicador - o quinto consecutivo - seja menor do que o previsto pelos analistas, o número destaca o enfraquecimento da demanda interna, principal motor da terceira maior economia mundial, e a aparente incapacidade do governo japonês para virar esta tendência.

A maioria dos economistas consultados nesta terça-feira (30) pelo jornal econômico "Nikkei" situam as razões por trás desta situação na ausência de aumentos salariais significativos, apesar da melhora do mercado de trabalho motivada pelas perspectivas pessimistas, que proporcionam um menor crescimento econômico no país este ano.

A despesa média mensal das famílias com dois ou mais residentes foi de 278.067 ienes (US$ 2.731). A renda média por família assalariada caiu 1,8% (taxa anualizada) em julho, para 574.227 ienes (US$ 5.639).
Fonte: G1 com EFE

segunda-feira, 25 de julho de 2016

Província de Miyazaki ultrapassou 2 mil estrangeiros e ainda falta mão de obra

Miyazaki

Pela primeira vez a província de Miyazaki chegou a ter mais de 2 mil trabalhadores estrangeiros, segundo estatísticas de outubro do ano passado.

Apesar de os brasileiros serem minoria na província, somente 28, segundo dados do governo japonês, o número de trabalhadores estrangeiros de outros países aumenta em diversos setores. Agricultura, silvicultura, construção civil, indústrias da transformação e comércio, são os setores que mais necessitam desses recursos humanos. E há até movimentação para aumentar ainda mais, segundo informações do jornal MiyaBiz.
Fonte: IPC Digital com MiyaBiz

quarta-feira, 8 de junho de 2016

Parlamentar defende igualdade salarial entre japoneses e estrangeiros

“A escassez de trabalhadores será um problema muito sério no Japão”, disse Yoshio Kimura
Yoshio Kimura

A desigualdade salarial entre trabalhadores japoneses e estrangeiros será um dos temas debatidos por uma comissão especial do PLD (Partido Liberal Democrata) que irá propor um pacote de mudanças na polêmica política de imigração do Japão.

O parlamentar Yoshio Kimura, presidente da comissão e companheiro de partido do primeiro-ministro Shinzo Abe, disse em entrevista ao jornal The Japan Times que na proposta está incluída a introdução de políticas para garantir a igualdade salarial entre japoneses e estrangeiros que ocupam a mesma função, como forma de proporcionar um ambiente mais favorável à vinda de estrangeiros.

“Com o Japão esperando uma queda na população, a escassez de trabalhadores será um problema muito sério”, disse Kimura ao JT. “Os trabalhadores estrangeiros são essenciais para manter a economia funcionando, já que as políticas econômicas de incentivos fiscais já chegaram ao limite. É nossa última chance", completou.

Na visão de Kimura, o Japão precisa de uma mudança drástica na política de imigração para acolher os estrangeiros de braços abertos. “Eles vão gastar, contribuir para a previdência e começarão a tomar gosto pelo Japão”, afirmou.

Seus colegas de partido, incluindo o primeiro-ministro, não compartilham da mesma visão. “Não estamos considerando aceitar mais imigrantes”, disse Abe recentemente quando perguntado sobre o tema.

A fala do primeiro-ministro vai ao encontro do pensamento da maioria dos eleitores, que temem que um aumento do número de estrangeiros no país poderia elevar a criminalidade e ameaçar os salários dos japoneses.

A comissão presidida pelo parlamentar irá estudar formas de garantir fontes de trabalho para estrangeiros sem qualificação profissional, principalmente em áreas de grande demanda, como cuidados de enfermagem, construção e agricultura.

Uma das propostas é incentivar a estabilização desse tipo de trabalhador estrangeiro através da concessão de um visto de trabalho de 5 anos com a possibilidade de renovação. Na proposta, pessoas de qualquer nacionalidade poderiam se candidatar a uma vaga desde que preenchessem os requisitos.

No censo de 2014, o Japão tinha 2,1 milhões de estrangeiros, ou cerca de 1,3% da população, incluindo 500 mil coreanos étnicos, muitos deles nascidos e criados no Japão.

A previsão é de que a população japonesa fique abaixo dos 100 milhões, em 2048, e diminua ainda mais, para 87 milhões, em 2060, quando 40% das pessoas terão mais de 65 anos.
Fonte: Alternativa

quarta-feira, 18 de maio de 2016

Aichi vai contratar 20 intérpretes de português com remuneração de até ¥2.500 por hora

Aichi vai contratar 20 intérpretes de português
Contratados vão ajudar brasileiros no atendimento em instituições médicas

Quem tem domínio do idioma japonês pode tentar uma vaga de intérprete nas instituições médicas da província de Aichi. De acordo com uma reportagem do jornal Chunichi, o governo local divulgou que pretende treinar ao menos 20 pessoas para ajudar brasileiros em hospitais e centros de saúde.

A província iniciou em abril de 2012 um sistema de envio de intérpretes para instituições médicas. O sistema promoveu o cadastro de 256 trabalhadores com fluências que variam entre os idiomas português, espanhol, inglês, mandarim e tagalo.

O governo local avaliou que há muitos estrangeiros que não compreendem o funcionamento do sistema médico japonês por diferenças culturais, além da falta de compreensão do idioma.

A dificuldade em participar de consultas, exames e procedimentos cirúrgicos faz com que muitas pessoas evitem as instituições médicas, mesmo quando há doenças graves com necessidade de tratamento, como é o caso do vírus HIV.

No ano de 2015, houve 982 casos de envios de intérpretes na província. Em comparação a 2014, o crescimento foi de 191 casos e o número de intérpretes de português foi o mais expressivo. No ano passado, houve 403 casos de envio de trabalhadores fluentes no idioma latino.

A aprovação no exame de proficiência será o único critério para a seleção dos intérpretes de português, que terão que fazer sete dias de estágio antes de receber o cadastro como profissional de tradução.

A remuneração é de ¥3 mil a ¥5 mil a cada duas horas de trabalho (¥1.500 a ¥2.500 por hora) e a condição do serviço é temporária, mas com prazo indeterminado.

“O número de estrangeiros que vivem de forma permanente na província está crescendo cada vez mais. A dificuldade do idioma nas instituições médicas é uma das principais preocupações. Queremos que muitos intérpretes de português entrem para o sistema”, disse um representante do governo de Aichi.

As inscrições serão aceitas até o dia 27 deste mês e o candidato pode entrar em contato com a Divisão de Promoção de Convivência Multicultural da Província de Aichi (愛知県多文化共生推進室) pelo número 052-954-6138.
Fonte: Alternativa

segunda-feira, 25 de abril de 2016

Shizuoka quer fixação dos trabalhadores estrangeiros, principalmente dos brasileiros

Shizuoka quer fixação dos trabalhadores estrangeiros

O governo da província de Shizuoka anunciou esta semana que vai colocar seus esforços para a fixação de emprego dos trabalhadores estrangeiros, através de um mecanismo de suporte, já a partir deste ano fiscal e pelos próximos 3 anos.

Essa política está baseada em duas frentes: a primeira é a escassez da mão de obra dentro da sociedade japonesa e a segunda é a presença de mais de 40 mil trabalhadores estrangeiros na província. Com toda essa mão de obra estrangeira, especialmente a dos brasileiros, a província quer trabalhar junto às empresas e indústrias para contratações a longo prazo. Isso ajudaria a resolver a questão do avanço da economia da província.

Segundo uma pesquisa realizada há cerca de 8.500 trabalhadores brasileiros que não tem nenhuma restrição de trabalho, por causa do visto de residência a longo prazo.

Para executar essa política estão programadas visitas às indústrias e empresas locais e levantar a atual situação da contratação dessa mão de obra. Depois disso, através de consultoria especializada, pretende elaborar cursos de capacitação profissional para elevar as habilidades profissionais, além de solicitar melhorias nos ambientes de trabalho no sentido da fixação dessa mão de obra, melhorando os canais de comunicação entre elas.
Fonte: IPC Digital com Shizuoka Shimbun

terça-feira, 12 de abril de 2016

Serviço gratuito de aconselhamento em português orienta e ajuda brasileiros no Japão

Número de telefone pode ser utilizado para questões trabalhistas e burocráticas 
Yorisoi Hotline

Sentir-se desamparado ao viver em um país estrangeiro é comum para qualquer pessoa. Problemas que envolvem as leis do Japão, dúvidas cotidianas, preocupações, doenças e violência podem estar entre os tormentos de muitos brasileiros que vieram ao país.

O serviço Yorisoi Hotline surgiu para tentar amenizar os problemas da comunidade brasileira e de outros estrangeiros que vivem no Japão e, em muitos casos, não dominam o idioma japonês. Além de português, o serviço está disponível também em inglês, espanhol, tagalo, tailandês, coreano, chinês, vietnamita, nepalês e também em japonês.

A possibilidade de consultas é variada e os estrangeiros podem utilizar o serviço para resolver questões burocráticas, como dúvidas de imigração ou trabalhistas. É possível fazer consultas de assuntos mais sérios e pessoais, como violência doméstica e sexual, prevenção de suicídios, tráfico de pessoas, ameaças e questões que envolvem a comunidade LGBT.

O telefone de atendimento é 0120-279-338. Para completar a ligação em português ou outro idioma, é necessário apertar a tecla 2 após o início de uma gravação em japonês. Há também o número 0120-279-226, que é exclusivo aos residentes das províncias de Miyagi, Fukushima e Iwate.

As ligações são gratuitas e completamente sigilosas. O serviço funciona diariamente, entre 10h e 22h, mas há horários específicos para cada idioma.
Confira a grade de atendimento aqui.


O Yorisoi Hotline é um serviço do Centro de Apoio para a Inclusão Social (Shakaiteki Housetsu Support Center) e funciona através da assistência financeira emitida pelo Ministério da Saúde, Trabalho e Bem-estar Social.
Fonte: Alternativa

terça-feira, 29 de março de 2016

Aichi: Toyota anuncia horas extras e trabalho nos dias de folga para recuperar o atraso de produção

Toyota anuncia horas extras e trabalho nos dias de folga

A queda de 7,4% na produção total dos veículos nacionais no mês de fevereiro, em comparação com o mesmo mês do ano anterior, foi impactada pela explosão ocorrida na Aichi Steel (janeiro), o que fez parar as linhas de montagem e produção.

Foram produzidos 782.530 veículos pelas 8 montadoras japonesas, ficando abaixo da produção do ano anterior, pelo terceiro mês consecutivo. A produção nacional dessas montadoras impactou também em 3,3% a menos na entrega para o mercado internacional.

Toyota quer recuperar a produção com horas extras até o verão

O prejuízo para a gigante Toyota foi ainda maior. Segundo informações da imprensa japonesa, ela amargou 18,8% de queda na sua produção, em fevereiro, afetando a produção que seria de 90 mil unidades a mais, por conta de uma semana de férias forçadas em consequência do acidente ocorrido na Aichi Steel.

Na ocasião do acidente de explosão, a paralisação atingiu uma parte dos trabalhadores empregados em indústrias terceirizadas da Toyota.

Segundo matéria da Asahi a Toyota pretende recuperar essa perda instalando trabalho nos dias de folga do seu calendário, incluindo horas extras, a partir de abril deste ano. O objetivo é recuperar o nível de produção normal até o verão, estima a maior montadora do Japão.
Fonte: IPC Digital com Asahi e Sankey News | Foto: Toyota

quinta-feira, 24 de março de 2016

Governo japonês considera regulamentar limite de horas extras

 horas extras no Japão
O governo japonês anunciou no dia 23 deste mês que, em relação às horas extras para a jornada de trabalho, está estudando medidas para fortalecer o limite para isso.

Apesar de a Lei de Normas do Trabalho estabelecer a jornada de 40 horas semanais, há possibilidade de se realizar horas extras por um certo período de tempo, e determinar o próprio limite superior, excepcionalmente, para fazer essa gestão. Entretanto, não há um limite estabelecido pelo país e há críticas sobre esse assunto, segundo a Kyodo News.

Assim, o governo japonês, voltado para a política que tem como meta 100 milhões de pessoas ativas, pretende avançar nas reformas trabalhistas, como pilar do novo estilo de trabalho. Pode ser que ele venha com proposta de disposição especial para regulamentar essas horas extras excepcionais.

Enquanto o governo espera dar um breque nas longas horas de trabalho, é provável que a sociedade econômica venha com uma inevitável forte oposição por conta do impacto sobre as atividades empresariais.
Fonte: IPC Digital com Kyodo News | Foto: Matome Naver

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

Brasileiros aproveitam folga da Toyota para fazer “arubaito”, viajar ou estudar

Linhas de montagem da empresa param a partir desta segunda-feira até sábado
Toyota

Alguns brasileiros que trabalham em prestadoras de serviço da Toyota já estão fazendo planos para aproveitar os dias de paralisação da produção da empresa a partir desta segunda-feira (8) até sábado (13).

A fabricante já havia anunciado que precisaria suspender a produção nas linhas de montagem em todo o Japão devido ao baixo fornecimento de um metal usado na fabricação de peças dos carros. Isso porque uma fábrica de aço da Aichi Steel, de Tokai (Aichi), sofreu uma explosão em um forno em janeiro.

Midori Oda, 44, de Toyota, disse que a empresa onde trabalha e que é prestadora de serviço da fabricante ficará parada entre os dias 8 e 12 de fevereiro.

Como seu marido e filha irão trabalhar no período, Midori não poderá programar nenhum passeio, mesmo que de curta distância. Mas aproveitará a semana da melhor forma possível. “Primeiro farei uma limpeza geral em casa, porque quase não dá tempo para isso”, disse.

Depois ela disse que aproveitará o resto do tempo disponível para estudar muitas coisas relacionadas à religião que professa, a Umbanda, e também o idioma japonês. “Eu entendo o que os japoneses falam, mas tenho dificuldade de falar. Então vou aproveitar esse tempo para ver se melhoro essa parte”, disse.

Outra residente em Toyota, Fátima Aparecida Nunes Gaspar, 42, disse que a fábrica onde trabalha irá parar por uma semana. Nesse período, ela aproveitará para fazer “arubaito” (trabalho temporário).

“Eu já arrumei um ‘arubaito’ em um ‘bentoya’ (empresa de refeições prontas). Vou trabalhar de 8 a 12 de fevereiro. Voltarei ao trabalho normal dia 15”, disse. Ela comemora, porém, o fato de que a empreiteira irá pagar 60% dos dias parados.

Vera Godoi, 55, mora em Toki (Gifu) e também trabalha em uma prestadora de serviço da Toyota, só que na empresa a folga será de apenas três dias. Porém, ela aproveitará um dia pelo menos para ir para Tóquio.

“Eu vou a uma reunião de um grupo japonês espiritualista que tem feito um trabalho muito interessante de ensinar às pessoas sobre o mundo espiritual”, disse.

Vera frequenta o grupo há um ano com o objetivo de entender melhor o modo de pensar do japonês quanto a esse assunto. “Eles fazem um teatrinho sobre o mundo espiritual e há até quem faça pintura mediúnica. Além disso, estou aprendendo muita coisa sobre a história do Japão”, disse.
Fonte: Alternativa